80% dos projetos de AI falham por problemas de arquitetura de informação

Ainda que os avanços em torno das tecnologias de inteligência artificial disponíveis no mercado tenham sido grandes, muitas empresas ainda não entenderam que, embora exista sim uma inteligência na plataforma, os fundamentos da tecnologia precisam estar em dia para que as coisas floresçam. Não é à toa que, atualmente, 80% dos projetos de inteligência artificial falham ou nem chegam a sair do estágio inicial. E o motivo é apenas um: problemas relacionados com a arquitetura da informação da companhia.

“Dados e inteligência artificial são lados de uma mesma moeda e, a partir do momento em que se entende isso, as coisas acontecem, gera empoderamento grande”, resumiu Rob Thomas, líder da IBM para Dados e AI. Ao falar sobre o que a fabricante chama de jornada de AI, Thomas também passou rapidamente pela questão da qualificação de pessoas que será cada vez mais necessária para esse futuro automatizado que se aproxima, ressaltando que a própria IBM está em curso com um projeto de qualificação e certificação de profissionais nesse campo para contribuir com a eliminação do gap que já existe no mercado. Refutou, como todos na indústria de TI que a tecnologia está sendo ou será utilizada para substituir pessoas, mas frisou: “Não vamos substituir os profissionais, mas aqueles que souberem utilizar AI substituirão os atuais (que não se atualizarem).”

A visão de Thomas é bastante clara e simples e assim como aquela velha comparação que ganhou todos eventos de tecnologia de que o dado era o novo petróleo, a máxima agora é de que a inteligência artificial é a nova eletricidade pelo potencial que carrega de levar transformações profundas a negócios e sociedade. “Pense em eletricidade quando foi descoberta. Naquele tempo, as pessoas olhavam com certo misticismo, mas já estamos saindo desse ponto com AI porque as coisas estão acontecendo e porque vai mudar todo processo de negócio, tudo o que está sendo feito em sua indústria”, professou.

Apresentando número gerais, avisou que o potencial de AI não é apenas em transformação, mas em ganhos, podendo chegar a uma oportunidade de US$ 15.7 trilhões, uma cifra cuja maior parte vem da elevação de faturamento por novas oportunidades e perto de um terço com as economias geradas. Pense só em agricultura, todo o trabalho que pode ser feito, principalmente juntando AI, internet das coisas e blockchain para acabar com desperdício e isso já está em discussão.

Predição, automação e otimização é o que, na visão de Thomas, formam os três pilares básicos da inteligência artificial, mas esses pilares só acontecem se houver um trabalho anterior que seria, usando analogias, a escada da AI: infundir, analisar, organizar e coletar, todos os quatro itens amplamente relacionados à arquitetura da informação que, como mostra o título desse texto, quando não bem feita, leva 80% dos projetos a falharem.

Fonte: Computer World

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